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Armas e produtos avaliados em R$ 500 mil são apreendidos no Porto de Suape

Receita Federal informou, nesta terça (3), que foram recolhidos produtos avaliados em R$ 500 mil.

Armas e produtos avaliados em R$ 500 mil são apreendidos no Porto de Suape
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Um esquema fraudulento de importação de mercadorias, que entravam no Brasil sem pagar impostos, foi descoberto pela Receita Federal no Porto de Suape, no Litoral Sul de Pernambuco. Foram apreendidos armamentos e produtos avaliados em R$ 500 mil.

Entre as mercadorias recolhidas, havia um revólver de colecionador Derringer Philadelfia. É o modelo usado para atirar no presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, em 1865.

Também foram encontrados uma pistola Taurus Glock 40, um simulacro/arma de pressão "airsoft" para treinamento de tiro ao alvo, uma escopeta, um rifle, uma espada samurai, facas e pistolas. A Receita apreendeu, ainda, ao menos 44 relógios novos, 17 bolsas femininas e 15 aparelhos de TV.

Os detalhes da operação foram divulgados nesta terça-feira (3). O esquema é o mesmo do descoberto no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, em junho, durante a Operação Outlet. A ação contou com o apoio das equipes de fiscalização de São Paulo.

Na operação, foram encontrados nomes de pessoas escritos nos produtos. Por isso, a Receita Federal acredita que são mercadorias previamente encomendadas e com destinação comercial. Isso, segundo o órgão, é proibido para bens trazidos do exterior como bagagem.

Também levantou suspeita o fato de os donos das bagagens desacompanhadas receberem auxílio emergencial do governo federal, mesmo morando nos Estados Unidos.

Foram apreendidos pela Receita Federal pelo menos 44 relógios novos — Foto: Divulgação/Receita Federal

Foram apreendidos pela Receita Federal pelo menos 44 relógios novos — Foto: Divulgação/Receita Federal

A Receita informou que é considerada uma bagagem desacompanhada aquela trazida ao país ou enviada ao exterior na condição de carga, "amparada por conhecimento de transporte ou documento de efeito equivalente".

Na entrada ao país, esta bagagem deve chegar três meses antes ou até seis meses após o viajante, além de vir do local ou de um dos locais de estada ou de procedência dele.

A operação da Receita Federal em Suape usou um sistema de inteligência artificial para cruzar informações relacionadas aos 'donos' e detectar o crime.

As equipes perceberam que não se tratava de bagagem desacompanhada ao notar uma grande quantidade de itens da mesma mercadoria, ainda nas embalagens, durante verificação com scanner. Por isso, as equipes resolveram abrir os contêineres onde constataram irregularidades.

Esquema

De acordo com a Receita Federal, os consumidores compravam itens por e-commerce de lojas, grifes ou fornecedor atacadista. Antes da aquisição, recebiam um endereço nos Estados Unidos, onde ocorria a logística do esquema, como local de entrega.

De lá, as encomendas eram despachadas em contêineres para o Brasil como bagagem desacompanhada em nome de supostos viajantes que funcionavam como 'laranjas'.

Na chegada ao porto, a carga era submetida à fiscalização como bagagem desacompanhada, driblando o pagamento de impostos e controle administrativo de órgãos competentes, informou a Receita.

Depois, era destinada a um local onde a descarga era permitida, onde um integrante do esquema enviava os itens aos verdadeiros endereços dos compradores.

Segundo a Receita Federal, o esquema fraudulento possibilitava o recebimento de armas e munições sem registro.

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