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Concurso da Polícia Militar de Alagoas é suspenso para apuração de denúncias de fraude

Decisão foi anunciada pelo governo do Estado no mesmo dia em que a Justiça determinou a suspensão.

Concurso da Polícia Militar de Alagoas é suspenso para apuração de denúncias de fraude
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O governo de Alagoas anunciou nesta quarta-feira (15) que suspendeu as próximas etapas do concurso da Polícia Militar de Alagoas por tempo indeterminado para apuração de denúncias de fraude no certame. A medida foi tomada no mesmo dia em que a Justiça determinou a suspensão.

"A gente sentiu que essa investigação demandará um tempo. A gente precisa respeitar esse tempo. E tomamos uma decisão. Tive uma reunião há pouco com o Cebraspe. Acabei de oficiar o Cebraspe formalmente para eles de fato publicassem a suspensão temporária das próximas etapas do concurso", disse o secretário de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), Fabrício Marques.

Já a determinação judicial, da 31ª Vara Cível da Capital, atende a uma ação coletiva movida pelo advogado José da Silva Moura Neto que representa um grupo de candidatos que fizeram as provas do concurso e se sentiram lesados pela suposta fraude.

"Defiro o pedido de liminar formulado na inicial para determinar a suspensão do concurso público para o provimento de vagas nos cargos de Soldado Combatente da Polícia Militar do Estado de Alagoas, a princípio, até decisão de mérito", diz trecho da decisão assinada pelo juiz Geraldo Tenório Silveira Junior.

O magistrado determina ainda que o secretário da Seplag, Fabrício Marques, e o Cebraspe adotem providências em um prazo de 2 dias úteis sob pena de multa diária de R$ 2 mil. O comunicado oficial da suspensão do concurso foi publicado nesta noite pelo Cebraspe.

As provas objetivas e discursivas foram aplicadas no dia 15 de agosto nos estados de Alagoas, Sergipe e Pernambuco. Com a decisão do governo do Estado, ficam suspensas as seguintes etapas:

  • teste de aptidão física, de caráter eliminatório
  • avaliação médica das condições de saúde física e mental, de caráter eliminatório
  • avaliação psicológica, de caráter eliminatório
  • comprovação documental e investigação social, de caráter eliminatório
  • exame toxicológico, de caráter eliminatório

Mais de 67 mil pessoas se inscreveram no concurso, que ofertou 1.000 vagas para soldado e 60 vagas para aspirante a oficial.

O resultado dessa primeira etapa chegou a ser divulgado, mas logo depois surgiram denúncias de que candidatos teriam fraudado o concurso.

Na segunda (13), o coordenador da Divisão Especial de Investigações e Capturas (DEIC), delegado Gustavo Xavier, informou que celulares e uma prova do concurso foram apreendidos com um suspeito no último fim de semana em Maceió.

O material estava com com um homem aprovado na primeira etapa do concurso, mas que tem ficha criminal e não concluiu sequer o ensino fundamental, o que está em desacordo com o edital do concurso, que tem como uma das exigências o ensino médio completo.

Antes das denúncias, o Teste de Aptidão Física (TAF), que seria a segunda etapa da seleção, estava previsto para a segunda quinzena de outubro e o Curso de Formação, entre março e abril de 2022. Agora, todas as datas ficam indefinidas.

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