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Duas pessoas são hospitalizadas em Maceió com sintomas da 'doença da urina preta'

Homem recebeu alta, mas uma mulher segue internada. Síndrome de Haff pode levar à degradação de músculos e a outros quadros mais graves.

Duas pessoas são hospitalizadas em Maceió com sintomas da 'doença da urina preta'
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Duas pessoas deram entrada em um hospital de Maceió com sintomas da "doença da urina preta", a chamada Síndrome de Haff. Um dos pacientes recebeu alta, mas uma mulher continua internada nesta sexta-feira (30). O seu estado de saúde não foi divulgado.

Um dos sintomas da Síndrome de Haff, causada pela ingestão de pescado contaminado por uma toxina, é a urina escurecida, consequência da liberação de uma substância chamada miogobina no corpo. A enfermidade pode levar à degradação de músculos e a outros quadros mais graves, como insuficiência renal, e já foi detectada em pacientes de Pernambuco, Goiás, Ceará e Bahia.

Os pacientes internados em Maceió disseram que sentiram dores musculares, dificuldades para se manterem em pé e perceberam que a urina estava escura. Os sintomas surgiram após comerem pescado em um restaurante da Massagueira, em Marechal Deodoro, região metropolitana de Maceió.

Em nota, a Prefeitura de Marechal informou que o restaurante denunciado foi interditado como medida cautelar e que 32 kg de peixes foram apreendidos para análise (confira a nota na íntegra ao final do texto).

As amostras dos pescados foram enviadas ao Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL). Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), porém, ainda não há um prazo determinado para conclusão da análise (veja a nota mais abaixo).

O paciente que teve alta deu entrada no hospital no último dia 21. Já a mulher que segue internada foi hospitalizada no domingo (25).

Veja a nota da Prefeitura de Marechal Deodoro

"A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Sanitária, informa que recebeu a denúncia e já tomou todas as medidas necessárias. Ao ser comunicada do ocorrido, a Vigilância realizou a interdição cautelar de, em média, 32 kg de peixes. Todo o produto está sendo submetido a uma análise através do Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas (Lacen-AL) em parceria com um laboratório especializado. O material será rigorosamente examinado e mediante o resultado do laudo, o Lacen-AL e a Vigilância Sanitária de Marechal Deodoro darão prosseguimento à investigação".

Confira a nota da Sesau

"A Gerência do Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL) informa que recebeu as amostras do pescado coletadas pela Vigilância Sanitária de Marechal Deodoro e que está em processo de análise. Ressalta, entretanto, que não há um prazo determinado para conclusão, uma vez que o processo requer minucioso estudo para comprovar ou descartar a presença da toxina proveniente de algas marinhas no pescado analisado, que podem ou não ter provocado os casos suspeitos de Síndrome de Haff, conhecida como doença da urina preta".

Aviso: Esse conteúdo não reflete a opinião do nosso portal e a sua fonte é g1.globo.com/al
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