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Ex-superintendente financeiro do Náutico é indiciado após denúncias de importunação sexual e crimes contra a honra

Indiciamento foi confirmado pela Polícia Civil. Ex-diretora da Mulher e de Operações do clube Tatiana Roma e adolescente de 15 anos prestaram queixa.

Ex-superintendente financeiro do Náutico é indiciado após denúncias de importunação sexual e crimes contra a honra
Reprodução/Redes sociais
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O ex-superintendente financeiro do Clube Náutico Capibaribe Errisson Rosendo de Melo foi indiciado pela Polícia Civil, após a apuração de denúncias de importunação sexual e crimes contra a honra. Uma ex-diretora da agremiação esportiva e uma adolescente de 15 anos registraram queixas. Outras três mulheres acusaram Errisson de assédio sexual e moral, mas não foram até a delegacia.

Polícia Civil não informou por quais crimes ele foi indiciado e disse, por nota, que os delegados responsáveis pelo caso não podem conceder entrevistas nem fornecer outros detalhes "em função do sigilo dos dois casos, por serem uma vítima mulher e uma menor de idade".

A primeira a denunciar foi a ex-diretora da Mulher e de Operações do clube Tatiana Roma. Ela prestou queixa na Delegacia da Mulher, no dia 12 de novembro de 2021, e acusou Rosendo de importunação sexual e crimes contra a honra, como injúria, calúnia e difamação.

No dia 25 de novembro, uma adolescente de 15 anos registrou queixa de importunação sexual contra ele na Delegacia de Polícia de Crimes contra Crianças e Adolescentes (DPCA).

Errisson Melo é irmão de Edno Melo, que era presidente do Náutico quando as denúncias foram feitas. Após a divulgação do caso, Errisson foi afastado e depois demitido do clube. O mandato de Edno terminou no fim de 2021.

Segundo a Polícia Civil, o inquérito conduzido pela Delegacia da Mulher foi remetido ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) no dia 7 de abril, enquanto o inquérito conduzido pela DPCA seguiu MPPE no fim de março.

Também por nota, o MPPE disse que os inquéritos estão "aguardando distribuição eletrônica no sistema Arquimedes da Central de Inquéritos da Capital".

g1 questionou o MPPE sobre a demora entre as datas de envio dos inquéritos ao MPPE e a distribuição eletrônica, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

A advogada Talita Caribé, que representa Errisson, também foi procurada e disse que ainda não teve acesso aos inquéritos e, por isso, por enquanto, não iria se pronunciar sobre o assunto.

Entenda o caso

Adolescente de 15 anos denuncia ex-dirigente do Náutico por assédio

O ge conversou com a mãe da adolescente de 15 anos que denunciou Errisson e teve acesso ao Boletim de Ocorrência registrado por elas. As duas decidiram procurar a polícia após a denúncia feita por Tatiana Roma.

A adolescente contou que o primeiro assédio teria ocorrido em uma festa familiar, quando ela tinha 14 anos. Disse que Errisson perguntou várias coisas sobre que faculdade e qual profissão ela gostaria de ter.

"E toda vez que ele falava alguma coisa ele colocava a mão na minha perna e ia mexendo como que fosse subir. E quando eu olhava, ele tirava a mão e disfarçava. Depois colocava a mão de novo. Achei muito estranho", contou.

Em outra ocasião, novamente em uma comemoração familiar, a adolescente disse ter notado outro comportamento estranho de Errisson, mexendo na cintura dela, com movimentos para cima e para baixo, como se quisesse tocar no seu peito. E disse que ele chegou a sussurrar no seu ouvido que ela "era muito gostosa".

A situação mais grave relatada pela jovem no Boletim de Ocorrência ocorreu na casa do próprio Errisson, onde ela alega ter sido tocada nos seios.

Ex-diretora do Náutico denuncia gestor financeiro do clube por assédio sexual e moral

Tudo veio à tona após as denúncias da ex-diretora da Mulher e de Operações do Náutico Tatiana Roma.

“Ele me perguntou se eu gostava de sexo a três”. “Ele disse que minhas sardas davam tesão nele”. “Ele chegou na frente de um funcionário de segurança privada e disse para não fazer nada que eu mandasse porque eu era uma imprestável”, relatou, em entrevista ao ge.

Segundo consta no Boletim de Ocorrência, os assédios foram registrados entre maio de 2020 e julho de 2021, quando a ex-funcionária deixou o clube.

Aviso: Esse conteúdo não reflete a opinião do nosso portal e a sua fonte é g1.globo.com/pe

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