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Sábado, 15 de maio de 2021
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Ceará

Governo do Ceará vai contratar hotel para receber pacientes em recuperação da Covid-19

Edital publicado prevê capacidade para instalação de 300 leitos e serviço de refeições diárias.

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O governo do estado do Ceará pretende contratar um hotel ou uma estrutura similar para desospitalizar pacientes com Covid-19 que estão internados em unidades de saúde da rede pública. O edital de chamamento foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) dessa terça-feira (13) e prevê uma contratação emergencial por meio de dispensa de licitação.

A ideia da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa-CE) é contratar uma estrutura com capacidade entre 100 e 200 quartos a fim de desospitalizar pacientes que estejam nos cuidados de transição entre a estrutura hospitalar e a própria residência. Desta forma, os leitos de atenção montados ficariam menos lotados, desafogando os hospitais da rede pública.

As unidades de saúde geridas pela administração pública no Ceará estão atuando no limite, com hospitais de referência colapsados em UTIs e enfermarias. Nesta manhã, conforme a plataforma IntegraSUS, 95% dos leitos de UTI estavam ocupados em todo o estado; assim como 81% das unidades de enfermaria. Às 7h desta quarta-feira (14), 977 pessoas estão aguardando leitos de UTI ou enfermaria na fila de espera.

Conforme o documento, a estrutura de hotelaria montada deverá ser suficiente para a instalação de 100 a 300 leitos. Além disso, é preciso, segundo o edital, que haja "extensa área verde e ar fresco, conforto, tranquilidade, estrutura de hotelaria horizontal, acessibilidade, com possibilidade de quartos individuais ou semi-privativos, compostos por banheiros, armários e camas". O local deve ser situado em Fortaleza.

O edital também prevê a prestação de serviços de cinco refeições diárias para pacientes internados e acompanhantes. De acordo com a Secretaria da Saúde, a justificativa para o contrato é visando "racionalizar a utilização dos leitos hospitalares, priorizando estes para pacientes mais graves e agudos".

"O tempo prolongado de permanência hospitalar desses doentes implica na diminuição do giro de leitos hospitalares, na superlotação e na escassez de leitos para pacientes agudos que necessitam de cuidados intensivos, que geralmente se encontram nas emergências hospitalares e UPA. A ausência de leito de UTI para quem necessita incide na alta mortalidade", justifica a Secretaria.

Assim, o governo estadual acredita que a desospitalização de pacientes que saíram de quadros mais complexos da Covid-19 "é ideal para o processo de recuperação e diminuição da incidência de reinfecção hospitalar". No hotel, deverão atuar profissionais da enfermagem, fisioterapia, assistência social e psicologia, além de médicos que farão visitas aos pacientes lá internados.

Aviso: Esse conteúdo não reflete a opinião do nosso portal e a sua fonte é g1.globo.com/ce

Créditos: As fotos e vídeos contidos nesta matéria é de inteira e total responsabilidade de João Dijorge/PhotoPress/Estadão Conteúdo

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