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Mulher é denunciada por desacato e intimidação de profissional de saúde durante vacinação

De acordo com a Fundação Municipal de Saúde, a mulher agendou a vacina no grupo de comorbidades, mas não apresentou laudo médico.

Mulher é denunciada por desacato e intimidação de profissional de saúde durante vacinação
Créditos: As fotos e vídeos contidos nesta matéria é de inteira e total responsabilidade de Gil Oliveira/ G1
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A Fundação Municipal de Saúde (FMS) registrou um boletim de ocorrência contra uma mulher suspeita de desacatar e tentar intimidar um profissional de saúde durante a vacinação contra a Covid-19 nesta sexta-feira (13), na Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apcefs), em Teresina.

A mulher também prestou queixa contra o órgão municipal no 12° Distrito Policial, Zona Leste da Capital, alegando que o enfermeiro se recusou a vaciná-la.

Segundo a FMS, a mulher que se identificou como advogada, chegou até o local com o agendamento da vacina em mãos, alegando ter uma comorbidade que lhe dá o direito da vacinação. Entretanto, ela não apresentou o comprovante que justificasse a aplicação da vacina.

A coordenadora de vacinação contra a doença em Teresina, Emanuelle Dias, contou que o profissional de saúde explicou que somente com a apresentação do comprovante que ela poderia ser vacinada. A mulher disse ter 37 anos e, por isso, teria o direito de ser imunizada mesmo assim. Em seguida, ela apareceu no local com uma pessoa que se apresentou como delegado. Este homem teria tentado intimidar um profissional de saúde.

"Ela chegou até o local com outra pessoa que se dizia ser profissional de segurança querendo intimidar o profissional, questionando porque ele não iria vaciná-la", relatou a coordenadora.

Em entrevista à TV Clube, a mulher, que não quis dizer o nome, disse que errou ao clicar na opção "comorbidade" no site da FMS durante o agendamento. Em seguida, ela entrou em contradição ao alegar ter asma, doença que torna a pessoa prioridade na imunização.

“Como o site não tem uma alteração para você fazer entre público-alvo e comorbidade. Eu sou público-alvo e marquei sem querer. Quando eu cheguei, ele disse que não ia me vacinar e a gente sabe que o interesse da nação é vacinar os cidadãos. Ele se recusou a vacinar quatro pessoas”, comentou.

A coordenadora Emanuelle Dias ressaltou que a apresentação das documentações necessária sé importante para a organização da campanha de imunização. “A orientação que damos é que as pessoas realizem o agendamento conforme o grupo que ela pertence, caso ela pertença a um grupo prioritário, pois no momento da vacinação, é necessário apresentar as documentações que comprovem que ela pertence a aquele grupo. A gente precisa ficar com uma cópia desses documentos para, caso necessário, seja realizada a prestação de contas”, explicou.

Aviso: Esse conteúdo não reflete a opinião do nosso portal e a sua fonte é g1.globo.com/pi
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