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No RN mais de 1 milhão de pessoas tinham alguma dificuldade de acesso à água antes da pandemia

Além do déficit no saneamento, estudo apontou que pelo menos 45 mil potiguares moravam em casa com apenas um quarto com banheiro.

No RN mais de 1 milhão de pessoas tinham alguma dificuldade de acesso à água antes da pandemia
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Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que, antes da pandemia, 1,1 milhão de pessoas tinham alguma dificuldade de acesso à água tratada. Além disso, mostrou que pelo menos 45 mil potiguares viviam em domicílios com apenas um quarto com banheiro.

Os dados são de 2019 e foram coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). A partir deles, o IBGE construiu os Indicadores Sociais de Moradia no Contexto Pré-Pandemia de Covid-19.

De acordo com o estudo, 32,1% da população do RN moravam em casas ligadas a uma rede geral de abastecimento, mas sem acesso à água todos os dias. Essa é a terceira maior proporção entre todas as unidades da federação, ficando atrás do Acre e Pernambuco (47,9%).

Entre as regiões brasileiras, o Nordeste (24,8%) é a que mais possui a maior parte da população que possui acesso a uma rede geral, mas com “frequência de abastecimento inferior à diária”. Em segundo lugar, está a região Norte (6,6%). No Brasil (10,2%), 21,3 milhões enfrentam o problema.

Moradia

De acordo com o estudo, pelo menos 45 mil potiguares moravam em casa com apenas um quarto com banheiro. Esse número corresponde a 3,4% das pessoas em situação de pobreza no estado em 2019.

A proporção da população potiguar submetida a essa condição de moradia está no mesmo patamar da média do Nordeste (3,6%) e abaixo da média nacional (5,7%). A região Norte (15,2%) tem a maior proporção de habitantes nessas condições de todo o Brasil. Os dados desta análise excluem pessoas que moram em pensão, empregados domésticos ou parentes de empregados domésticos.

O estudo mostra ainda que a maior parte da população abaixo da linha da pobreza morava em casas com quatro moradores. No RN, 394 mil pessoas dividem o domicílio com outras três pessoas. Isso equivale a 29,7% da população pobre do estado, proporção semelhante à do Brasil (27,4%) e do Nordeste (27,5%) nesta situação de moradia.

Para o estudo, foi considerada abaixo da linha da pobreza a população que tinha rendimento domiciliar por pessoa de até R$ 436 mensais em 2019.

População em geral

A maior parcela da população do Rio Grande do Norte vivia em 2019 em domicílios com três pessoas, 27,2% da população, o que representa 953 mil potiguares. Os números proporcionais são semelhantes aos da população do Nordeste (26,4%) e do Brasil (27%).

Mas também há um grupo de 382 mil pessoas que viviam em casas com seis pessoas ou mais moradores. Eles correspondem a 10,9% dos norte-rio-grandenses. O Nordeste (11,9%) está no mesmo nível. No Brasil (9,8%), o resultado também é próximo ao do estado potiguar.

FONTE/CRÉDITOS: g1.globo.com/rn
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