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Outro homem é preso por homicídio de adolescente e diz à polícia que cometeu crime para o mandante perdoar dívida de R$ 500

Após ser preso em São Lourenço da Mata, auxiliar de serviços gerais confessou ter participado da morte do garoto e das tentativas de feminicídio.

Outro homem é preso por homicídio de adolescente e diz à polícia que cometeu crime para o mandante perdoar dívida de R$ 500
Luisi Marques/TV Globo
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Um auxiliar de serviços gerais foi preso nesta segunda-feira (9) como executor do assassinato de um adolescente de 13 anos, além da tentativa de feminicídio contra a mãe do garoto e de homicídio do padrasto. De acordo com a Polícia Civil, ele aceitou cometer os crimes para ter o perdão de uma dívida de R$ 500 que tinha com o mandante.

Gabriel Bandeira da Silva, de 22 anos, estava em São Lourenço da Mata, no Grande Recife, quando foi preso em cumprimento a um mandado de prisão temporária. Ele foi levado à sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, onde confessou os crimes durante depoimento, segundo a delegada Euricelia Nogueira.

"A ação encomendada a ele foi o feminicídio da mulher, que era ex-namorada do mandante, que a gente também já prendeu. Ele teria essa dívida perdoada e foi para a casa da vítima e invadiu o local. Ele só não esperava que o filho da vítima reagisse", afirmou a delegada.

Os crimes aconteceram em um condomínio no Barro, na Zona Oeste do Recife, em 6 de abril. Um mês depois, no dia 6 de maio, foi preso o mandante dos crimes, o vigilante Roberto Queiroz, de 46 anos, de acordo com a Polícia Civil.

O caso inicialmente foi registrado como latrocínio, que é roubo seguido de morte. No entanto, Euricelia Nogueira afirmou que a hipótese foi descartada ainda no início das investigações.

"Os elementos nos indicavam que os executores teriam descartado pertences, uma conduta completamente diferente. Ele foi contratado para praticar um feminicídio e o filho da vítima reagiu", declarou a delegada, se referindo ao crime que ocorre quando a mulher é morta por ser mulher.

Gabriel e Roberto chegaram à casa das vítimas em uma motocicleta, segundo a delegada. O auxiliar de serviços gerais contou aos investigadores que o mandante tinha o controle do portão da casa, que foi usado para que a dupla entrasse no imóvel.

De acordo com Euricelia Nogueira, o adolescente viu Roberto e Gabriel entrando na casa no dia do crime e reagiu, esfaqueando um deles, antes de ser assassinado a tiros.

A mãe do jovem e o atual companheiro dela também foram atingidos por tiros. A mulher, que é cabeleireira, perdeu a visão no olho esquerdo e os movimentos na mão esquerda.

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De acordo com a polícia, Roberto não aceitava o fim da relação com a cabeleireira e fazia ameaças à vítima. Ao perceber que ele era ciumento, a mulher decidiu terminar a relação.

Ela estava em casa com os três filhos, uma cliente e o atual companheiro, quando os dois homens entraram no local armados. A mulher foi atingida por dois tiros, um na cabeça e outro na mão. O filho de 13 anos tentou defender a mãe e foi morto no local.

"Ela perdeu o movimento dos dois dedos justamente na mão que ela usa para trabalhar. Ele conseguiu matar o filho dela e acabar com a posição que ela tinha que sustentaria os filhos, que agora são três. Ela ainda está muito assustada e ainda teme pela vida. E disse que, depois do que passou, quer ir embora do Recife e ganhar a vida em outro lugar", afirmou Euricelia Nogueira.

Ainda segundo a delegada, a vítima contou que nunca teve um relacionamento de verdade com o mandante do crime.

"Ela quis se afastar e ele começou com ameaças de morte, mandando foto de arma de fogo. Levava ela para os lugares e ela acha que era dopada e fazia fotos dela bastante constrangedoras e usava para manter o domínio, ameaçá-la", disse.

Nas redes sociais, Roberto criou um perfil falso com fotos dos dois e adicionou amigos e parentes do atual companheiro da vítima. "Para desestabilizar completamente a relação que ela tinha criado com esse rapaz com que ela teve um filho. Chegou a ligar dizendo para ele fazer DNA na criança, dizendo que ela era dele", declarou a delegada.

Aviso: Esse conteúdo não reflete a opinião do nosso portal e a sua fonte é g1.globo.com/pe

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