Portal ApoNews

Notícias Pernambuco

PF investiga secretários do Gabinete de Projetos Estratégicos do governo de Pernambuco por recebimento de propina

Entre as irregularidades investigadas está moradia e reformas gratuitas em imóveis de luxo. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

PF investiga secretários do Gabinete de Projetos Estratégicos do governo de Pernambuco por recebimento de propina
PF/Divulgação
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (15), a Operação Payback, para investigar corrupção por parte de funcionários do governo de Pernambuco. A operação apura o recebimento de propina e a troca de favores políticos para grandes fornecedores do governo, por parte de um secretário do Gabinete de Projetos Estratégicos (Gape).

De acordo com o organograma do governo do estado, o Gabinete de Projetos Estratégicos possui um chefe de gabinete, que tem status de secretário, e dois secretários executivos, de Monitoramento e Obras. Devido à Lei de Abuso de Autoridade, a Polícia Federal não divulgou os nomes dos envolvidos.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão durante a manhã: dois em residências no Recife; um numa casa de campo em Gravatá, no Agreste; e o último num bangalô na Praia de Muro Alto, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco.

De acordo com a delegada da PF Mariana Cavalcanti, entre as trocas de favores investigadas estão a moradia e reformas gratuitas em imóveis de luxo.

A investigação é um desdobramento da Operação Articulata, desencadeada em 2020 para apurar irregularidade de contratos firmados devido à pandemia.

"Payback significa o retorno de um investimento, porque hoje as investigações revelaram que um secretário do governo intermediava contratos para grandes fornecedores do estado e era beneficiado com reformas em seus imóveis. Em casa de campo, no imóvel onde ele mora, que, inclusive, pertence a um grande fornecedor do estado", afirmou.

Nessa investigação, a PF descobriu que um dos alvos morava de graça num imóvel de luxo desde meados de 2018. A residência foi avaliada em R$ 1,3 milhão e o aluguel mensal custa em torno de R$ 5 mil.

Também foram constatadas reformas gratuitas realizadas no mesmo imóvel e em uma casa de campo, feita por outro fornecedor. Esses serviços custaram mais de R$ 100 mil, segundo a PF.

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região decretou os mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens dos investigados e proibição de comunicação entre os alvos.

A Justiça negou, porém, os pedidos feitos pela PF de prisão preventiva, monitoramento eletrônico, afastamento cautelar de função pública e sequestro dos imóveis.

Resposta do governo

Questionado pelo g1, o governo do estado disse, em nota, que "reafirma a disposição de prestar todos os esclarecimentos necessários, como sempre tem feito, quando solicitado por órgãos de controle e fiscalização".

Aviso: Esse conteúdo não reflete a opinião do nosso portal e a sua fonte é g1.globo.com/pe
Comentários:

Veja também