Ele tinha uma condenação de 11 anos e 3 meses. Cumpriu seis. Fugiu. E ficou solto por um tempo que as autoridades ainda não detalharam publicamente. Na quarta-feira (15), a Polícia Civil de Alagoas recapturou o homem de 62 anos condenado pela morte da estudante de enfermagem Vitória Karyne da Silva, em Arapiraca.
O crime que tirou a vida de Vitória Karyne
Era 22 de abril de 2024 quando Vitória, então com 19 anos, estava na garupa de uma motocicleta com uma amiga, nas proximidades do Lago da Perucaba. O homem conduzia um carro sob efeito de álcool e drogas e bateu de frente com duas motos que vinham no sentido contrário. Com o impacto, Vitória foi arremessada contra a calçada. Morreu no local.
A amiga que pilotava a moto e o condutor do outro veículo tiveram ferimentos leves. Só Vitória não sobreviveu.
Moradores que presenciaram o acidente detiveram o suspeito na hora e o entregaram à Central de Polícia Civil de Arapiraca. Preso em flagrante, ele acabou condenado a mais de 11 anos de reclusão.
Seis meses de cadeia — e a fuga
O condenado ficou no sistema penitenciário por apenas seis meses antes de conseguir fugir. Destino desconhecido. Enquanto a família de Vitória seguia com a dor da perda, ele estava solto.
Um homem condenado por matar uma jovem de 19 anos, com mais de uma década de pena pela frente, simplesmente some do presídio. Isso não é detalhe — é uma falha grave do sistema.
A recaptura
A prisão foi realizada pelo 52º Distrito Policial de Arapiraca em conjunto com a Diretoria de Inteligência Policial (DINPOL), cumprindo ordem judicial expedida pela 5ª Vara Criminal de Arapiraca. Nenhuma informação foi divulgada sobre onde o homem estava escondido ou por quanto tempo permaneceu foragido.
Ele voltou para o sistema prisional com a pena original intacta. Mas os meses que passou em liberdade indevida não voltam.
Quem era Vitória Karyne
Estudante de enfermagem. Dezenove anos. Uma vida que começava. Vitória Karyne da Silva morreu num acidente que não deveria ter acontecido — provocado por alguém que escolheu dirigir embriagado e drogado numa via pública.
O caso gerou comoção em Arapiraca em 2024 e voltou à tona agora, dois anos depois, por conta da recaptura. Sua família ainda aguarda que a pena seja cumprida integralmente.